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Alimentos caseiros x industrializados

31 ago

Bom dia Pet Lovers!

Já estamos no meio da semana, e aqui em São Paulo o tempo deu uma bela mudada! Um frio e uma chuva!!!!! Volta calor!!!!

Dando continuidade ao assunto alimentação para gatos, hoje vamos comentar as diferenças entre ração industrializada e comida caseira.

Na comida caseira é você quem decide o que seu gatinho vai comer.  Porém, a menos que você seja nutricionista, cabe aos especialistas preparar a principal porção da dieta do seu gatinho. É complicado saber as quantidades certas e balancear os alimentos. A maioria dos alimentos pode ser agrupada em uma ou mais de três categorias de nutrição: proteínas, gorduras e carboidratos. Os animais precisam de porções distintas de proteínas, gorduras e carboidratos na dieta. Além disso, essas necessidades mudam no decorrer da vida do animal. O filhote tem necessidades nutricionais distintas do gato adulto, e ambos têm necessidades distintas de um gato velho. A maioria dos fabricantes de alimentos para animais de estimação têm fórmulas especiais para os vários níveis de atividade e faixas etárias e há uma linha completa de dietas de prescrição para gatos com diversos problemas de saúde.

Todos nós já vimos um gato vir correndo ao som de um abridor de lata. Mas será que os alimentos enlatados para gatos são melhores do que alimentos secos? Não necessariamente. Cada tipo de alimento tem vantagens e desvantagens. O fator mais importante é se o alimento atende às necessidades nutricionais de seu gato. Obviamente, o seu orçamento e a preferência do bichano também influenciam no tipo de alimento escolhido. Os alimentos industrializados para gatos apresentam-se em três formas gerais:

– Alimentos secos são a famosa ração, que são grãos crocantes de alimentos. Alimentos secos para animais de estimação podem ser armazenados por muito tempo, não têm cheiro e os pacotes podem ser mantidos à temperatura ambiente durante várias semanas sem estragar. São convenientes, econômicos e mantêm a qualidade o dia todo e ajudam a prevenir a formação da placa bacteriana nos dentes.

– Alimentos enlatados ou “úmidos”  têm uma vida  razoavelmente longa se a embalagem não for violada. Entretanto, depois de aberta a lata, o alimento não dura muito tempo. Alimentos úmidos para gatos têm um odor pungente e costumam ser difíceis de manusear. Se você dá esse tipo de alimento ao seu gato, o que sobrar deve ser jogado no lixo depois de 15 a 20 minutos, pois é um meio de cultura para bactérias que podem deixar o gato doente. Sobras de latas recém-abertas podem ser refrigeradas em recipientes hermeticamente fechados durante um ou dois dias, no máximo.

– Alimentos semi-úmidos também consistem em grãos, mas não são crocantes como os alimentos secos – eles costumam ser embalados em latas ou em sacos de alumínio com capacidade para uma refeição e são altamente industrializados. Alguns desses alimentos têm formas interessantes e cores distintas. Esses alimentos embalados em recipientes que podem ser fechados novamente costumam manter a qualidade à temperatura ambiente. Os semi-úmidos combinam a praticidade dos secos com o paladar dos enlatados, mas podem conter grande teor de corantes e substâncias artificiais.

Dar ao gato alimentos industrializados garante o consumo dos nutrientes necessários. Ao mesmo tempo, um complemento feito em casa para a dieta regular do gato é positivo se você escolher alimentos adequados para o animal. Não há nada errado em querer tirar o máximo proveito de um frango e cozinhar a moela para o gato, a menos que isso se torne a parte principal da dieta do bichano. Os miúdos (rins, moela e até mesmo fígado) são bons para o gato se consumidos com moderação, mas estão vinculados a problemas de saúde se o animal consumi-los em grande quantidade. Do mesmo modo, todo gato na face da Terra adora leite e queijo, mas a maioria tem dificuldade em digeri-los.

Consumidores atentos lêem rótulos – e esse é um bom lugar para começar a descobrir o que o seu gato come quando você compra alimentos próprios para o bichano.

Muitos donos de animais de estimação comparam as informações sobre nutrição de diversas marcas e percebem que uma marca de menor preço tem os mesmo nutrientes que uma marca de preço elevado. O que isso significa é que esses dois alimentos são iguais no laboratório. Por exemplo, couro velho para sapatos pode ter o mesmo teor de proteínas que peito de frango magro. Mas é claro que você e o gato preferem o frango. Portanto, o que precisamos saber é como os diversos nutrientes atuam no gato.

A questão mais relevante não é a quantidade de um determinado nutriente existente em uma lata de ração para gatos, mas quanto o sistema digestivo do animal pode assimilar. Alimentos de baixo custo costumam ser feitos de ingredientes de baixo custo, que talvez o seu gato não digere muito bem. Só porque o gato engole tudo de uma vez e mia pedindo mais não quer dizer que o alimento seja bom para ele (pense em crianças e alimentos saborosos com baixo valor nutritivo).

A moral da história é que alimentos especiais e de marca para animais de estimação são fabricados por empresas que fazem muitas pesquisas sobre a nutrição desses animais. Essas empresas estão sempre melhorando os alimentos para ficarem em dia com as informações mais recentes, e elas usam ingredientes de alta qualidade com nutrientes que os gatos podem aproveitar. Esses produtos podem custar um pouco mais, mas valem a pena.

Próximo post vamos falar sobre outros tipos de cuidados com esses felinos, tais como higiene e aparência!

Lambidas e até a próxima!

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Como alimentar seu gatinho?

29 ago

Bom dia Pet Lovers!

De volta ao trabalho depois de um lindo final de semana, hoje as dicas vão para os donos de gatinhos que querem o bem estar de seus amiguinhos. Saiba como alimentar direitinho seu felino nas dicas abaixo.

A exemplo dos alimentos humanos, há algumas guloseimas felinas que são boas para os gatos e outras coisas que não passam de alimentos calóricos, sem valor nutritivo. Um item da lista dos alimentos não muito saudáveis consumido de vez em quando não causa nenhum dano permanente, mas não permita que isso se torne parte da alimentação regular do animal.

Se seu gatinho lhe traz presentes como camundongos ou pássaros mortos ou se ele brinca com um pedaço de gaze, ele está expressando um impulso natural e forte de perseguir e matar a presa. Se você duvida que o seu gato é um carnívoro (e predador) nato, basta dar uma boa olhada nos dentes do bichinho na próxima vez que ele bocejar. As presas não são para comer brotos de alfafa. A verdade é que o gato é carnívoro, ele não sobrevive como vegetariano. Há certos nutrientes encontrados apenas em proteínas animais e o seu gato precisa delas. Um desses nutrientes é um aminoácido chamado taurina. Sem taurina, os gatos ficam cegos e acabam com o coração aumentado, que provavelmente os matará antes da hora. E também os gatos precisam de uma fonte diária de vitamina A e um ácido graxo chamado ácido araquidônico, encontrado apenas em tecido animal. É por isso que nunca devemos dar aos gatos ração para cães. A ração para cães não tem a quantidade suficiente dos nutrientes certos para gatos. Por quilo, pode ser menos oneroso dar ração de cães aos gatos, mas isso custaria a saúde do animal, a visão ou, até mesmo, a vida.

Certamente, isso não significa que você deve dar ao seu gato carne crua ou deixá-lo dependente da caça como única fonte de alimento. Além disso, gatos que caçam ou comem carne crua ou mal cozida podem contrair várias doenças – até mesmo algumas que podem ser transmitidas ao homem.

Comendo Plantas

Muitos donos de gatos consideram o fato deles ingerirem plantas como um problema de comportamento – e será se o animal ingerir plantas que não queremos. Algumas pessoas acham que o gato que ingere plantas não está consumindo os tipos certos de alimentos. Elas têm razão – mas apenas no sentido de que o que o gato mais precisa em sua alimentação é de…plantas.

Os especialistas têm alguns comentários a fazer sobre o motivo dos gatos comerem plantas. Pode ser para obter alguns nutrientes essenciais, para ajudar a digestão ou como emético para expelir pela boca pêlos ou outros itens não alimentícios ingeridos pelo animal. Não importa o motivo, ingerir vegetação é um comportamento instintivo em gatos; não é possível impedi-lo. Por isso, a melhor coisa a fazer é aprender a conviver com esse comportamento.

Plante um “jardim felino” – podemos encontrar kits semiprontos em pet shops ( Você encontra este kit no Empório Mima Pet. Clique aqui). Ou você mesmo pode criá-lo. Não importa o que você faça, plante o jardim do gato em um recipiente que não vire nem se mova com facilidade. Tudo que você precisa é apenas quatro ou cinco polegadas de terra vegetal e algumas sementes. Boas opções são grama ou Nepeta cataria (popularmente conhecida como erva-de-gato ou maconha de gato). Talvez seja bom deixar o jardim longe dos gatos enquanto a “plantação” estiver crescendo, mas assim que os brotos alcançarem alguns centímetros de altura, deixe que os bichanos comam as plantas à vontade.

Deixe as suas plantas decorativas longe do alcance dos gatos – os gatos têm habilidade incrível para escalar e saltar. Por isso, colocar as plantas em prateleiras ou suportes provavelmente não resolverá muito. Parapeitos de janelas são locais fáceis para acrobatas felinos aterrissarem. Pendure plantas no teto, coloque-as atrás de barreiras à prova de gatos (em um jardim de inverno fechado com portas de vidro, por exemplo) ou em localizações que o gato não possa alcançar mesmo se saltar, escalar ou rastejar.

Proteja as suas plantas – se não for possível tirá-las do alcance do gato, tente criar um escudo protetor ao redor delas. Colocar tela, identificadores de plantas ou mesmo naftalina no solo ao redor da planta pode protegê-la de patas curiosas, mas essas barreiras não têm uma aparência muito agradável.

Petiscos para o gato e “comida de gente”

É difícil resistir à tentação de dar ao bichano uma guloseima vez ou outra, e não há problema nenhum em ceder a essa tentação, desde que haja um período de tempo suficientemente longo entre uma vez ou outra. Essa freqüência depende do gato e do tipo de guloseima que você lhe dá. Se o gato ingere a quantidade recomendada de ração de qualidade diariamente e não está acima do peso, então você provavelmente não lhe dá guloseimas em excesso. Se, por outro lado, o gato come alimentos saborosos, mas não muito nutritivos e está mais gordo ou recusa o jantar, é hora de mudar a estratégia.

Guloseimas industrializadas para gatos costumam não ter grande valor nutritivo. Seu principal objetivo é o mesmo das guloseimas para o homem: ser saborosas – muito saborosas – e mais nada. Guloseimas para gatos classificadas como “gourmet” costumam ter menos corantes e substâncias artificiais, mas mesmo assim não devem ser dadas ao bichano como parte regular de sua dieta. A vantagem das guloseimas “gourmet” é o custo: elas têm preço tão elevado que os donos de gatos não exageram na quantidade dada aos bichanos!

Uma pergunta feita aos veterinários o tempo todo é: “Posso dar comida de gente ao meu gato?” Há muito pouco do cardápio que as pessoas comem que os gatos não deveriam comer (ou não comem); portanto, isso não é realmente um problema (os donos de gatos devem tomar cuidado ao alimentá-los com laticínios. Embora os gatos adorem os derivados do leite, muitos não digerem muito bem e ficam nauseados). Mais uma vez, a questão é o equilíbrio nutricional. A exemplo do que acontece com a comida feita em casa, alimentar o gato com sobras de refeições ou usá-las para lanches não dá ao animal a quantidade certa dos nutrientes.

Porém, comida de gente pode ser um dos lanches mais saudáveis para gatos. Se você der ao bichano ovos mexidos ou um pouco de macarrão, ao menos você sabe o que esses alimentos contêm. E você ficará surpreso com o que o gato come. Os donos de gatos contam que seu animal de estimação pede petiscos previsíveis como peixe e frango, bem como imprevisíveis, entre os quais tomates e melão.

Água, água e água!

O gato precisa de cerca de 60 ml de água por quilo de peso corporal diariamente. Esse volume não parece grande, mas está correto: um gato de porte médio precisa de dois litros de água toda semana.

Obviamente, os gatos obtêm a água necessária bebendo-a. Mas há outra fonte de água importante para os bichanos: o alimento que eles consomem. Quanto mais água houver nos alimentos dos gatos, menos ele precisa beber. Comida enlatada para gatos é mais cara porque você compra água junto com o alimento (até 75% da ração úmida é composta por água) e paga mais pela embalagem. A ração seca tem muito menos água (talvez 10% do peso), o que significa que o gato cuja dieta consiste em apenas ração seca tem que beber muito mais água.


A desidratação (quantidade insuficiente de água no organismo) é um problema grave para qualquer ser vivo, e os gatos são particularmente propensos a ela. O gato pode passar dias sem alimentação, perder até 40% do peso corporal e ainda assim sobreviver. Mas uma perda de água corporal de apenas 10 a 15% pode matá-lo. Outros líquidos – por exemplo, o leite, se não provocar náusea no bichano – são ótima fonte de água, mas nada é melhor do que a própria água. Verifique se o gato tem bastante água limpa e fresca disponível o tempo todo. Você encontra diversos tipos de bebedouros para gatos no Empório Mima Pet. Clique aqui para vê-los.

No próximo post vamos continuar falando sobre a alimentação dos nossos felinos!

Lambidas e até a próxima